skip to Main Content

Celepar instala painéis solares e pode economizar R$ 60 mil por ano

  • outubro 19, 2018
Energia Elétrica

A Celepar é a primeira empresa do Governo do Estado a implantar uma usina fotovoltaica. Conquanto, irá gerar energia solar, limpa, segura e renovável para atender a necessidade da própria empresa.

A unidade conta com 192 painéis de 2 metros quadrados, com potência total instalada de 60,48 quilowatts-pico (kWp). Aliás, foram dispostos de forma a otimizar o aproveitamento do sol e evitar áreas sombreadas da edificação.

Em potência instalada, trata-se da segunda maior usina de Curitiba. A produção diária, num comparativo, poderia atender 45 residências, representando para a companhia uma economia anual superior a R$ 60 mil.

Em funcionamento desde a semana passada, a usina compõe as atividades “Celepar por um mundo melhor”. Projeto que prioriza ações ligadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Afinal, desde 2015 a companhia é signatária dos compromissos com os ODS.

O secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros, destacou que a sociedade começa a viver um novo paradigma de geração e distribuição de energia limpa e renovável.

Segundo ele, as pessoas serão ao mesmo tempo consumidores e fornecedores de energia para a Copel. Afinal, o excedente produzido será colocado em sua rede.

“O pioneirismo da Celepar na instalação de uma usina fotovoltaica é um exemplo que deverá ser seguido pelos demais órgãos do Governo do Estado”, afirmou o secretário.

Os sistemas fotovoltaicos geram energia elétrica através das células fotovoltaicas. Conquanto, são feitas de materiais capazes de transformar a radiação solar diretamente em energia elétrica através do “efeito fotovoltaico”. Então, o  material mais difundido para este uso é o silício.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

O presidente da Celepar, Tiago Waterkemper, informou que o retorno dos R$ 446 mil investidos na usina virá em aproximadamente sete anos, considerado um curto período se comparado com a vida útil de 25 anos dos equipamentos.

Ainda de acordo com Waterkemper, a usina fotovoltaica integra o projeto de eficiência energética da companhia que foi iniciado em 2016. Nesse sentido, houve substituição de mais de seis mil lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED.

O projeto reúne, também, outras ações que envolvem equipamentos de ar-condicionado e transformadores de energia. “Ao longo de 10 anos tais medidas devem economizar mais de R$ 3 milhões para a companhia”, disse ele.

MARCO

Para o presidente da Copel, Jonel Iurk, a inauguração da usina fotovoltaica representa um marco na questão energética no Estado, pelo fato de a Celepar ser uma empresa pública.

“É um sinal claro de que o Governo do Paraná caminha em direção à autossuficiência na geração de energia”, disse ele. A Copel, informou, está se preparando para este novo mundo no qual as residências serão unidades geradoras de energia, e como exemplificou, os veículos elétricos serão abastecidos pela própria energia gerada nas casas.

 

PROJETO

O projeto iniciou em dezembro de 2016 e foi elaborado pela equipe de engenharia da Celepar. A licitação ocorreu no primeiro semestre de 2017 e, em setembro do ano passado iniciaram as obras. Enquanto a conexão com a rede da Copel ocorreu no mês de dezembro.

Portanto, a usina vinha operando em fase experimental desde março de 2018 para avaliação de todos os parâmetros projetados.

A energia gerada deve ser consumida pela Celepar e, havendo produção excedente, esta poderá ser injetada na rede da Copel. Posteriormente, consumida pela Celepar através do mecanismo previsto no sistema de compensação de energia. Conforme consonância com as resoluções normativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

 

ISENÇÃO DO ICMS

Em julho passado a governadora Cida Borghetti sancionou a lei que isenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do fornecimento de energia elétrica produzida por mini e microgeração no Paraná.

O benefício será concedido por um prazo de até 48 meses e visa incentivar a geração de energia por fontes alternativas no Estado, como a solar, eólica, de biogás e biometano.

A medida é válida para unidades com potência instalada de até 1 megawatt (MW) de energia. O consumidor que optar por gerar a própria energia por meio de fontes renováveis poderá compartilhar a produção excedente na rede pública de abastecimento e obter descontos na conta de luz.

O abatimento ocorre por meio da isenção do ICMS sobre a energia elétrica trocada entre consumidor e distribuidora.

 

As informações são do Ambiente Energia.

Estado licita região metropolitana de Fortaleza para geração de energia solar

  • outubro 18, 2018
Energia Solar Região Metropolitana De Fortaleza

O canal adutor do Castanhão que percorre a Região Metropolitana de Fortaleza deve ter geração de energia solar.  Um edital foi lançado, em português e inglês, pela Secretaria de Recursos Hídricos (SRH). A fim de que uma empresa possa instalar o equipamento e gerir o sistema. Ao todo, o trecho possui 256 quilômetros (km) de extensão. Sendo  sendo 201 km, do açude Castanhão até o açude Gavião, mais 55 km (Trecho 5) até as imediações do Porto do Pecém.

A energia gerada, prevista em até 45 megawatts (MW) pico de potência. A saber, na modalidade de geração distribuída em módulos de até 5 MW pico. Conquanto deverão ser consumidas pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) e pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). A primeira deve contar com até 25 MW pico, enquanto a segunda terá até 20 MW pico.

De acordo com o edital, as propostas poderão ser apresentadas até o dia 30 de outubro de 2018. Assim, a divulgação do resultado da seleção ocorrerá em 3 de dezembro de 2018.

Consumo

“A COGERH tem demandado cada vez mais energia elétrica, para utilizar principalmente em suas estações de bombeamento, de maneira a garantir o fornecimento ininterrupto de água à Região Metropolitana de Fortaleza – RMF, aos distritos industriais localizados nos municípios de Pacajus, Horizonte, Maracanaú e ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) e às atividades agropecuárias do sistema adutor denominado Eixão das Águas”, justifica o documento tornado público pela SRH no último dia 16.

A Cogerh deve consumir, segundo previsto no edital, 2.705 MWh por mês. “Vale ressaltar que estão destacados para este estudo as unidades da Cagece na modalidade de Baixa Tensão. Visto que atualmente são as unidades que possuem o maior preço médio por MWh”, ressalta o texto.

Aproveitamento das áreas

Para tornar viável essa geração de energia, devem ser desapropriadas faixas laterais de 100 metros a partir do eixo do canal. “Vislumbra-se, portanto, como forma de aproveitamento produtivo, considerando a disponibilidade das faixas desapropriadas de 100 (cem) metros de cada margem do canal, a utilização de 70 (setenta) metros de cada margem para a geração de energia fotovoltaica, observando os princípios de sustentabilidade socioambiental”, detalha o edital, acrescetando ainda que “considerando ainda, que as áreas expropriadas sofrem frequentes ações invasivas, o uso dessas áreas possibilitaria, como benefício adicional, a segurança territorial do canal nos trechos em que o projeto for implementado”.

Critérios

As empresas ou consórcios interessados em disputar essa geração deverão corresponder aos seguintes critérios: experiência específica relacionada ao serviço, relevância das pesquisas ou avaliações realizadas, qualificação e competência da equipe chave para o serviço e qualificação da metodologia e plano de trabalho.

 

As informações são do Diário do Nordeste.

Piauí economizará 6,4 milhões ao ano com Energia Solar

  • outubro 16, 2018
Geração De Energia Solar

Na manhã dessa segunda (15), o Governador Wellington Dias se reuniu para decidir o futuro dos projetos de parceria público-privada.  Conquanto, aprovou a PPP das Miniusinas de Energia Solar.

Conforme base de dados do ano de 2017, o custo anual com energia elétrica de 81,4% dos órgãos da administração pública estadual foi de R$ 46,1 milhões. A partir da PPP das Mini Usinas, o parceiro privado será responsável pela construção, operação, manutenção e gestão de 08 miniusinas de geração de energia solar fotovoltaica. Assim, o Estado terá uma economia de aproximadamente R$ 6,4 milhões por ano, com perspectiva de ser ainda maior.

O governador do Estado, Wellington Dias, afirma que este é um projeto pioneiro no Brasil e no mundo. “Serão oito miniusinas produzindo cinco megawatts cada uma, que vão compensar a geração de energia consumida pelo Estado. O lado bom é que vamos consumir energia limpa. Por conseguinte, o Piauí contribuirá na geração de energia solar, valorizando esse sistema de miniusinas”, explicou o chefe do executivo.

Conforme explicação do Governador, a escolha das cidades se deu a partir de determinados critérios. “As cidades foram escolhidas a partir da existência do terreno de propriedade do Estado nas proximidades de um ponto de conexão aprovado pela Eletrobras. Desse modo, foram colocadas 25 alternativas e dessas foram escolhidas oito”.

Esse projeto tornará a Administração Pública Estadual autossustentável. Sobretudo em relação a própria demanda por energia elétrica. Afinal, criará um excedente (energia limpa maior que a necessária) para projetos estratégicos.

As oito mini usinas serão instaladas em Valença do Piauí, Caraúbas do Piauí, Campo Maior, Nazária, União, Piracuruca, Altos e Miguel Alves. Juntos, os investimento serão na ordem de 173.416.904,00 com prazo de 25 anos.

Previsão de licitação

Sobre o processo licitatório, a Superintendente de Parcerias e Concessões, explica que a previsão é que em janeiro aconteça a licitação. “Nós vamos para uma licitação em quatro lotes, em que cada lote terá oito mini usinas. Nossa perspectiva é lançar o edital em janeiro de 2019”, afirmou Viviane Moura.

Além disso, a PPP de Mini Usinas terá uma geração de aproximadamente 40 empregos diretos e 600 indiretos, um crescimento econômico na esfera municipal em que funcionarão as oito mini usinas e um crescimento no PIB do Piauí.

O projeto atua também na indução ao uso de energia limpa nos municípios beneficiados, captação e qualificação de mão-de-obra egressa da população carcerária, proteção ao meio ambiente e cumprimento da Lei Nº 6.888 de 16 de Outubro de 2016 que trata da eficientização de consumo de energia.

 

As informações são do Teresina Diário.

As impressionantes fazendas de painéis solares da China estão transformando a geração de energia mundial

  • outubro 15, 2018
Painéis Solares China

A China não é apenas o berço de algumas das maiores fazendas solares do mundo. Sua tecnologia parece destinada a influenciar as políticas globais. Mas quão viáveis são essas grandes usinas? Afinal, ao sobrevoar o condado de Datong, é possível avistar pandas gigantes. Um até acena. Contudo, eles são feitos de milhares de painéis solares.

Juntos, e somados a outros painéis, eles formam uma fazenda de cem megawatts cobrindo 248 acres. Na verdade, é um parque solar até pequeno para os padrões chineses – mas certamente é patriótico.

“Ele está projetado e construído como a imagem do tesouro nacional chinês, o panda gigante”. Conforme um documento da Energia Verde Panda, empresa que ergueu a fazenda.

A China tem capacidade de geração de energia solar como nenhum país no mundo, uma gigantesca soma de 130 gigawatts. A saber, o Brasil vem fazendo muitos investimento no setor por exemplo. No entanto, o país ainda não tem capacidade para produzir 2 gigawatts (menos de 1% do total).

A China abriga muitas fazendas solares gigantes. Incluindo a enorme unidade de Longyanxia, que produz 850 megawatts, no Planalto do Tibete; e a maior fazenda solar do mundo, no deserto de Tengger, com capacidade para produzir 1.500 megawatts.

Mercado gigante

Esses projetos custaram milhões de dólares – mas será que valeram a pena? E serão suficientes para garantir as metas de energia verde?

A China é o maior produtor de tecnologia solar do mundo, ressalta Yvonne Liu na Bloomberg New Energy Finance, uma empresa de pesquisa de mercado. “O mercado é muito grande”, ela afirma. “É como um política industrial para o governo.”

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), mais de 60% dos painéis solares são fabricados na China. O governo tem um interesse econômico claro, portanto, em garantir que haja grande demanda para esses equipamentos.

Além disso, ao aumentar os recursos de energias renováveis, as autoridades estão se dando um tapinha nas costas. Limpar a matriz energética chinesa é um objetivo fundamental de política pública. Quase dois terços da eletricidade do país ainda vêm da queima de carvão.

Não é de se espantar que as vastas e ensolaradas planícies do norte e noroeste da China tenham se tornado lar de fazendas solares gigantes. Outrossim, há muito espaço para erguê-las, e o recurso solar é relativamente confiável. Além disso, sua construção vem avançando em ritmo alucinante. A IEA informa que a China cumprirá sua meta de capacidade de energia solar em 2020, três anos antes do previsto.

Deve haver outro incentivo por trás do impulso chinês de construir fazendas solares em regiões politicamente sensíveis. Nas últimas décadas, muitos observaram que a China tem encorajado o investimento em infraestrutura no entorno do Tibete – uma região autônoma que abriga muitos daqueles que rejeitam a reivindicação chinesa do território. Alguns argumentam que tal investimento tem motivação política – um esforço de cimentar a autoridade da China e apoiar a etnia chinesa que se mudou para essas áreas.

Um empreendimento extraordinário usa painéis solares para aquecer uma rede subterrânea projetada para derreter a camada de gelo da permafrost, para que árvores cresçam na área. A ideia é tornar a região mais atraente para o estabelecimento de colonos chineses.

Geografia desfavorável

Mas a construção de fazendas solares gigantes no meio do nada tem suas desvantagens. Para entender o motivo, precisamos novamente olhar para China de cima. Em 1935, o geógrafo Hu Huanyong desenhou o que hoje é conhecido como o famoso “Hu Line”, do nordeste ao centro-sul da China. Ele divide o país em duas porções mais ou menos iguais. Menos igual é a distribuição da população. A grande maioria, ou 94%, vive na porção leste. O restante, 6%, no oeste.

“A distribuição da China de recursos de energia solar é totalmente oposta”, afirma Yuan Xu, da Universidade Chinesa de Hong Kong.

Muitos dos painéis solares do país, portanto, estão localizados longe das grande cidades que precisam deles. O resultado disso é um incrivelmente baixo “fator de capacidade” – a porcentagem de eletricidade que realmente é retirada de um determinado recurso.

Citando dados do Conselho de Eletricidade da China, nos primeiros seis meses de 2018, o fator de capacidade solar do equipamento chinês foi de apenas 14,7%, diz Xu. Então, enquanto as fazendas solares podem ter a capacidade, digamos, de 200 megawatts, menos de um sexto disso realmente é usado.

As razões para o baixo fator de capacidade incluem fatores sobre os quais não há controle, como o clima. Mas os fatores de capacidade da China são excepcionalmente baixos. Parte do problema, diz Xu, é a energia perdida ao longo das gigantes linhas de transmissão, com muitos quilômetros de extensão, que conectam as distantes fazendas solares a locais que precisam de eletricidade. É uma situação que Xu classifica como “um sério desequilíbrio”.

Investimento em tecnologia

A China já tentou resolver o problema desenvolvendo linhas de transmissão com tecnologias mais avançadas, explica Jeffrey Ball, do Centro de Políticas Energéticas e Finanças da Universidade Stanford. As inovações incluem linhas diretas de alta capacidade – mas essas não estão sendo construídas na velocidade esperada.

E há outra complicação que atualmente está se tornando preocupante para a indústria solar chinesa. Em maio, o governo reduziu drasticamente os subsídios para projetos de larga escala desse segmento. Os cortes públicos ocorreram porque um fundo gerenciado pelo governo de energias renováveis está com dívidas que superam os US$15 bilhões (R$ 60 bilhões).

“Eles não podem mais garantir o subsídio”, diz Liu. O efeito disso é drástico. No ano passado, 53 gigawatts de capacidade solar foram instaladas na China. Neste ano, Liu espera que as novas instalações não cheguem a totalizar 35 gigawatts – uma queda de mais de 30%.

Em meio a esse clima pouco atraente, investidores estão se afastando das remotas fazendas solares e indo em direção a outras oportunidades, diz Liu. Cobrir terraços de grandes cidades com painéis solares e vender eletricidade diretamente a consumidores é mais atraente no momento, ela explica. Os clientes podem ser administrados à medida que esses projetos crescem, e o dinheiro flui melhor, em tese, especialmente agora que os subsídios se foram das instalações solares.

Mas Liu, Ball e Xu concordam que nunca se viu fazendas solares gigantes como as da China.

“Acho importante reforçar que a influência da China não é simplesmente em enormes projetos solares construídos em suas fronteiras, mas também fora do país”, afirma Ball.

Várias grandes fazendas solares estão sendo construídas ao redor do mundo, muitas das quais na Índia. Quando estiverem próximas de serem concluídas, irão competir pelo título de “maior parque solar do mundo”. Muitas terão relações claras com a China.

Por exemplo o complexo de Benban, no Egito. Cobrindo 37 quilômetros quadrados e ostentando uma capacidade planejada de geração entre 1.600 e 2.000 megawatts, esse é um empreendimento impressionante. E uma empresa que participa da construção, a TBEA Sunoasis, é chinesa.

Mais fazendas solares previstas

A empresa que construiu as estações em forma de panda, tem planos de instalar mais fazendas solares na China. Aliás, que se pareçam com os tradicionais ursos. A companhia também pretende construir parques solares atraentes em outros países. Incluindo o que descreve como um “panda + design de rugby” em Fiji, e um “panda + design da folha de bordo”, no Canadá.

Liu ressalta que os painéis solares estão cada vez mais baratos. Por isso, não deve demorar muito até que os subsídios chineses se tornem irrelevantes. Espera-se que entre três e cinco anos tenha barateado o suficiente para construir as usinas sem a ajuda do governo.

Mas se os parques solares gigantes continuarem a ser construídos, outra complicação ignorada será o destino desses gigantes. Afina, em décadas futuras o lixo que isso irá gerar. Os painéis duram apenas cerca de 30 anos. É difícil reciclá-los porque eles contêm substâncias químicas prejudiciais, como ácido sulfúrico. A China deve deparar com um repentino aumento do lixo da energia solar a partir de 2040. Aliás, ainda não há planos claros sobre o que fazer com o material.

O lixo dos painéis solares é menos problemático, provavelmente, do que os resíduos nucleares. Mas é outro desafio para garantir que a energia solar em larga escala de fato seja uma tecnologia verde.

Certamente teremos que lidar com este problema em algum momento. Como Ball explica, o grande interesse em energia solar barata, com ou sem subsídios, vai provavelmente levar à construção de fazendas enormes nos próximos anos. “No entanto, por maiores que esses projetos pareçam agora, haverá muito mais deles, e eles terão que ser ainda maiores”, diz ele. Afinal, em outras palavras, não vimos nada ainda.

As informações são do G1Mundo.

Atlas solarimétrico do RS será concluído em novembro

  • outubro 12, 2018
Geração De Energia Atlas Solarimétrico RS

Está prevista para novembro a divulgação do atlas solarimétrico do Rio Grande do Sul. O trabalho é desenvolvido pela Secretaria de Minas e Energia. Primordialmente, apontando as regiões do Estado com maiores incidências de radiação solar. Com isso, o projeto visa otimizar a geração de energia distribuída.

Assim, o mapeamento servirá para determinar os pontos mais adequados para a energia elétrica fotovoltaica. Além disso, aproveitará o uso desse recurso como sistema para aquecimento térmico de água.

“Isso, mais o cruzamento das questões ambientais, define as melhores áreas (para investimentos nesse setor)”, frisa a secretária estadual de Minas e Energia, Susana Kakuta.

A dirigente prefere não adiantar, antes da finalização do atlas, os locais mais propícios para o aproveitamento da fonte solar. No entanto, a secretária comenta que o Estado tem índices de radiação solar menores que o Nordeste, por exemplo. No entanto, são maiores que países europeus que exploram essa geração. Em relação à Alemanha, a secretária informa que os gaúchos contam com uma radiação solar média 50% superior.

Susana enfatiza que, assim como os levantamentos feitos pelo governo gaúcho nas áreas eólica e de biomassa (geração de energia a partir de materiais orgânicos), o trabalho disponibilizará dados relevantes para os empreendedores que quiserem investir na geração fotovoltaica.

Geração distribuída

Outro segmento que será beneficiado pelo atlas solarimétrico é o de geração distribuída. Porquanto, a produção de eletricidade no local de consumo, oferece a possibilidade de jogar o excedente na rede elétrica e usufruir de créditos para abater na conta de luz).

O Rio Grande do Sul é o segundo estado no País em potência de projetos de geração distribuída (com 59,6 MW), sendo superado apenas por Minas Gerais (com 119,7 MW). De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em número de empreendimentos instalados para essa atividade, que recebem créditos das distribuidoras por enviarem energia para a rede elétrica, os gaúchos contam com 5.671 unidades. Atrás, novamente, dos mineiros (17.935) e dos paulistas (8.164) em comparação. Embora, na geração distribuída, encontrem-se projetos de outras fontes, como a eólica, mais de 95% são ligados à produção fotovoltaica.

Já quanto a usinas solares de maior porte, que visam vender a geração de energia em leilões promovidos pelo governo federal para abastecer o sistema elétrico interligado nacional, eventuais projetos gaúchos terão que vencer o mesmo obstáculo que existe hoje na área eólica: a enorme competitividade das iniciativas nordestinas.

Susana argumenta que uma ferramenta que pode ajudar a derrubar essa barreira é a instituição de leilões regionais, o que também implicaria maior segurança energética para o Brasil.

 

As informações são do Ambiente Energia.

 

Fernando de Noronha terá mais Energia Solar

  • outubro 11, 2018
Fernando De Noronha Energia Solar
Moradores de Fernando de Noronha vão ampliar o uso de energia fotovoltaica (solar) em 20% até o final do ano. Conquanto, haverá redução no consumo do biodiesel. Aliás, a utilização de energia fotovoltaica não é uma novidade no arquipélago. O que muda é a perspectiva de armazenamento e ampliação do uso para momentos de ausência de luz solar. Principalmente durante o período noturno. Isso é possível, graças a um sistema de uso inédito no Brasil, que teve o primeiro módulo desembarcado ontem (08) na ilha. Assim, a instalação está prevista para ocorrer até o final do mês.
“É um trabalho inovador em nível nacional e internacional”, garante o superintendente técnico da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), Carlos Eduardo Soares, 39 anos, animado com o novo sistema inteligente de armazenamento de energia. Segundo a Celpe, os investimentos são da ordem de R$ 6 milhões. Porém, o projeto inteiro terá aporte de R$ 20 milhões. Conforme estruturado pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo Neoenergia e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Portanto, a carga de 10 toneladas em equipamentos irá compor o primeiro módulo de armazenamento inteligente de energia em implantação no arquipélago. O objetivo é  potencializar o sistema de geração fotovoltaica em operação em Fernando de Noronha. Assim sendo, com duas usinas solares, Noronha 1 e 2.
O sistema é composto por dois módulos com tecnologia de armazenamento em baterias em íons de lítio. Cada módulo tem 280 kW de potência. Nos horários de geração solar, o abastecimento será feito pelas duas usinas fotovoltaicas. Porém, a energia não consumida recarregará as baterias para uso após o pôr do sol.

Case inovador

Segundo Carlos Eduardo Soares, o trabalho envolve também especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Lactec, além do Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação (Iati), na área de ações ambientais com habitantes e turistas. O sistema já tem precedentes de uso no México, Estados Unidos e Europa.
Apesar disso, Fernando de Noronha é um caso inovador, segundo o Grupo Neoenergia, com Sistema de Redes Inteligentes (REI) de perdas muito pequenas e tecnologia smart grid, medidores telecomandados, portal para acompanhamento pela clientela, emprego e teste de novas tecnologias de comunicação e microgeração de energia por residências que direcionam excedentes para o sistema.
Para a clientela não haverá diferença de custo. Conforme antecipa Carlos Eduardo Soares, que considera ainda desligar uma das quatro máquinas geradoras de energia à base de biodiesel. Afinal, a redução do custo de geração de energia deverá chegar a 8%. Ao passo que reduz o impacto ambiental, quando os dois módulos estiverem funcionando, até o final do ano, contribuindo com até 20% da demanda para cerca de mil clientes. A opção pela energia fotovoltaica, explica o superintendente, se dá pela questão da facilidade de transporte e implantação quando comparada à energia eólica.
As informações são do Diário de Pernambuco.

Brasil pode economizar R$ 7 bilhões na conta de luz com Energia Solar

  • outubro 10, 2018
Energia Solar Brasil

A energia solar segue em expansão no Brasil que é responsável pela geração de energia limpa e sustentável, além da diversificação da matriz elétrica do país. Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, os investimentos em energia solar marcaram um recorde de 18% a mais em comparação com o ano de 2016. A energia solar foi a fonte de energia que mais recebeu investimentos. Segundo o relatório publicado pela ONU, foram mais de US$ 160,8 bilhões de recursos.

Estudos apontam que muitos fatores contribuíram para o expressivo crescimento, porém, os principais são: redução de 75% no preço da energia solar fotovoltaica nos últimos 10 anos e o aumento constante da energia elétrica comum, que acumula uma alta de 499% desde 2012. O investimento em energia solar oferece grande economia nos gastos com energia. Em cinco anos, o Brasil pode economizar até R$ 7 bilhões na conta de luz!

O Brasil possui mais incidência solar do que países como Alemanha, China e Estados Unidos da América. São 5,4 quilowatt-hora por metro quadrado, porém, a instalação de geração fotovoltaica é considerada muito pouca pelo potencial do País, que possui até o momento apenas 1 gigawatt. No entanto, o crescimento da energia solar é liderado por instalações em residências (80%). Mesmo assim, comércios, indústrias e prédios públicos também fazem parte e contribuem para essa expansão. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estima-se que, até 2024, 886,7 mil unidades consumidoras irão receber créditos dessa energia e, assim, totalizar uma potência instalada por volta de 3,2 gigawatt.

Aproveitamento absoluto

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) afirma que a contratação da energia solar é uma ótima opção para reduzir a conta de luz da população brasileira, ainda mais com os incentivos que estão surgindo atualmente, como, por exemplo, os novos leilões de energia do Governo Federal, isenções de impostos e financiamento para energia solar.

O Brasil possui uma das matrizes mais renováveis do mundo, com aproximadamente 75% de fontes renováveis na oferta de energia. Percebendo a importância da energia solar, muitos projetos incentivadores estão sendo criados até mesmo pelo Governo. A fim de desenvolver ainda mais essa fonte de energia no país. A partir da concessão de incentivos, a procura e adesão da geração solar fotovoltaica fica nitidamente maior.

Assim, de acordo com dados apresentados pela ABSOLAR, o Brasil possui quase 40.000 sistemas de mini ou micro geração distribuída. Conforme mais de 99% são por meio de instalações de placa solar ou painel solar. Certamente, a capacidade solar do Brasil, junto ao constante crescimento, podem levar o país a ser referência mundial neste segmento.

 

As informações são da Absolar.

Chernobyl: Local do maior desastre nuclear da história terá usina de Energia Solar

  • outubro 9, 2018
Chernobyl

Energia limpa no local que simboliza o maior desastre nuclear da história: empresas iniciaram a instalação de 3,8 mil painéis solares na zona de exclusão próxima às usinas de Chernobyl, na Ucrânia. De acordo com o governo local, a energia produzida será capaz de fornecer eletricidade para 2 mil residências.

No dia 26 de abril de 1986, o resfriamento do reator nuclear da usina de Chernobyl parou de funcionar. Assim, um superaquecimento culminou em uma grande explosão de vapor. O teto do reator, que pesava mil toneladas, foi destruído, e uma nuvem de radiação tomou a cidade.

Após o acidente, 31 pessoas morreram por conta da explosão e no combate ao fogo. Porém, milhares foram diretamente afetados por conta da nuvem de radiação, que obrigou a evacuação dos 350 mil moradores da cidade de Pripyat, construída pelo governo soviético para abrigar os trabalhadores da usina. Na época, a Ucrânia ainda fazia parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Para combater os efeitos da radiação, o governo determinou uma zona de exclusão com raio de 30 quilômetros do epicentro da explosão. Porquanto, mais de 500 mil pessoas foram mobilizadas.

Após evacuar a população da região às pressas e combater o fogo que consumia parte da usina, as autoridades soviéticas iniciaram a construção de uma espécie de sarcófago de 200 toneladas para aplacar o vazamento da radiação. Mesmo assim, a zona de exclusão continua a existir e Pripyat se tornou uma cidade fantasma. De acordo com os responsáveis pelo projeto, as placas solares ficarão instaladas próximas ao sarcófago da usina.

 

As informações são da Revista Galileu.

Vale avalia 100% de Energia renovável em suas operações

  • outubro 8, 2018
Vale Energia Renovavel

A mineradora Vale tem avaliado definir uma meta para que toda demanda por eletricidade da companhia seja via energia renovável. Então, poderia passar por investimentos em energia solar e eólica, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento do assunto.

Assim, a estratégia seguiria um movimento de grandes empresas globais que já anunciaram objetivos de usar apenas energia limpa. Conforme a Coca-Cola, Facebook, AbInBev e outras gigantes que já aderiram a tecnologia sustentável.

Atualmente, a companhia já tem cerca de 60% de sua demanda atendida com geração renovável própria. Aliás, proveniente de usinas hidrelétricas em sua maioria, nas quais possui participação acionária.

“A ideia seria chegar a 100%, com o que falta vindo de energia eólica e solar”. Conforme a fonte, que falou sob a condição de anonimato. A fonte não disse em quanto tempo a companhia pretenderia alcançar o objetivo.

Os custos com energia elétrica representaram 4,6 por cento do custo total dos produtos vendidos pela Vale em 2017, segundo o formulário de referência da companhia.

A Vale possui um parque gerador com 1,4 gigawatt em capacidade. Por meio de participação em hidrelétricas e em uma joint venture em geração de energia junto à Cemig. A chamada Aliança Geração, que tem ativos hídricos e eólicos. A empresa ainda é sócia da hidrelétrica de Belo Monte, com 4,6% de participação.

Além da capacidade de geração própria, a Vale também tem demonstrado um forte apetite pela compra de energia eólica e solar em contratos de longo prazo, disseram à Reuters duas fontes do setor de renováveis, que falaram sob a condição de anonimato porque não podem comentar sobre operações de clientes.

“Eles estão, sim, interessados em suprir a demanda com renováveis, com contratos de longo prazo”, afirmou uma das fontes.

Crescimento sustentável

“É um movimento que a gente tem visto em grandes empresas. Se você pegar as maiores empresas dos Estados Unidos, elas estão partindo para 100 por cento de renováveis e criando uma meta. A gente tem visto esse movimento começar aqui no Brasil, nas grandes empresas”, adicionou.

A estratégia faz sentido pelo apelo da sustentabilidade, que gera ganhos de imagem para as companhias. Além disso, há uma forte queda dos custos da energia renovável no mercado brasileiro.

Os últimos leilões do governo para a contratação de projetos de geração tiveram os menores preços já registrados para a energia de usinas eólicas e solares, que ficaram inclusive abaixo dos valores praticados por hidrelétricas, a principal fonte de geração do Brasil.

Em seu formulário de referência, a Vale afirma que “a gestão e o fornecimento eficaz de energia no Brasil são prioridades para a Vale, dadas as incertezas associadas às mudanças no ambiente regulatório e os riscos de aumento nas tarifas”.

Procurada, a Vale recusou-se a comentar.

Mas o presidente da companhia, Fabio Schvartsman, disse em evento em São Paulo nesta semana que a companhia tem buscado participar do que chamou de “transformação energética”.

“Estamos trabalhando na transformação de toda energia que a companhia consome em energia renovável, especialmente a energia elétrica”, afirmou o executivo, citando como exemplo a adoção de veículos elétricos carregados com energia eólica e solar.

Na apresentação, no entanto, o executivo não fez menção a um cronograma para a adoção da energia renovável em todas as operações.

Fonte: Reuters

Bom Jesus da Lapa recebe maior parque solar da América Latina

  • outubro 5, 2018

Enfim, o maior parque solar fotovoltaico da América Latina foi inaugurado na Bahia. Com capacidade instalada total de 158 MW, foram inauguradas oficialmente nesta quinta-feira (28), pela italiana Enel Green Power. A saber, o complexo possui duas usinas, sendo a de Bom Jesus da Lapa (80 MW) e Lapa (78 MW). Surpreendentemente, o empreendimento conta com mais de 500 mil painéis solares.

Localizadas no município baiano de Bom Jesus da Lapa, o Parque Solar Lapa começou as operações no mês de junho.  No entanto, já atingiu sua capacidade plena de geração de energia, transformando a região em que nada se plantava em uma grande fazenda de placas solares – que captam a luz do sol e a transformam em energia.

“Em Bom Jesus da Lapa temos um sol com qualidade de intensidade que é um dos melhores recursos do mundo. Encontramos também uma terra que não tem uma vocação agrícola forte, o que evita a competição com este setor. Além disso, também estamos em um município onde os caminhos ficam próximos das linhas de transmissão, o que permite um escoamento melhor desta energia. Estas foram as razões fundamentais para a escolha do lugar”, destacou o presidente da Enel no Brasil, Carlo Zorzol.

Assim, as plantas geram energia suficiente para atender por um ano o consumo de pelo menos 166 mil residências. Ao mesmo tempo em que evita a emissão de cerca de 198 mil toneladas de CO2 na atmosfera. São mais de 500 mil painéis de geração de energia fotovoltaica instalados próximo à entrada da cidade.

Ao todo, U$S 175 milhões foram investidos na implementação do sistema, que é direcionada para o abastecimento do sistema nacional. Na época das obras, foram gerados 1,2 mil postos de trabalho, 44% sendo ocupado pela mão de obra local.

Desenvolvimento constante

Bem como, a empresa está agora na expectativa da aprovação de viabilidade técnica dos seus projetos que foram inscritos para participarem no próximo leilão de energia que acontece em dezembro. Apesar de não precisar – por questões competitivas – os municípios baianos onde estes investimentos devem ser feitos. Conforme Zorzol garante, há planos de trazer mais projetos de energia solar e eólica para a Bahia. De 2013 para cá, desde que foi implantada a primeira usina de energia eólica da Enel, foram investidos cerca de U$S 2 bilhões no estado, que concentra o maior volume de recursos concentrados na Região Nordeste.

Ao todo são nove parques eólicos e solares, com capacidade que chega a quase 950 MW. Só dois deles devem ficar prontos até o final do ano, um de energia solar em Tabocas do Rio Velho (Horizonte), e outro de energia eólica no município de Morro do Chapéu.

“Nós temos um bom potencial de projetos em usinas solares para o próximo leilão. Quase metade da nossa capacidade está na Bahia. A Enel tem participado de todos os leilões que aconteceram no Brasil para fontes renováveis desde 2010. A gente está trabalhando para participar no próximo leilão. Os projetos estão todos basicamente no Nordeste e a Bahia está incluída nisso”, explica Zorzol.

A inauguração em Bom Jesus da Lapa

O governador Rui Costa participou da cerimônia de inauguração ontem e disse que a geração de energia solar no semiárido transformou o que era problema em solução para gerar empregos e desenvolvimento na região. “Diferente de outros lugares do mundo, de onde se tira essa energia do litoral, aqui a nossa força está no semiárido. Traz desenvolvimento, renda e oportunidade de emprego para um contingente de pessoas que não viam possibilidade de produzir na agricultura. Hoje, com esse projeto, além de viabilizar energia limpa para o Brasil nós estamos gerando possibilidade de renda e emprego”.

Para o prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, a cidade da Romaria se transformou também na cidade da energia.

“Nós somos a terceira maior romaria do Brasil e a primeira do sertão, a cidade cresceu em função disso. Todos que vinham para cá reclamavam do sol e do calor. Nunca imaginaríamos que o sol que tanto nos castigava tornaria a geração de energia solar o nosso segundo maior vetor de crescimento. Estas novas usinas abriram a porteira para que outros projetos possam chegar ao município após os próximos leilões”, afirmou o prefeito.

 

As informações são do Correio24h.

Back To Top