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Preço da Energia Solar no leilão A-4 registra mínima histórica

Preço Da Energia Solar No Leilão A-4 Registra Mínima Histórica

Os preços da energia solar negociados nessa sexta (28/6), até o momento no leilão para contratação de novos projetos de geração registraram nova mínima histórica, com menos de uma hora do início do certame, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Já os preços de energia eólica registraram deságio de mais de 50%, segundo informação do site da CCEE.

Pouco antes das 11h, a energia solar tinha preço corrente no leilão de 75,31 reais por MWh, ante um valor inicial de 276 reais.

Já o preço para energia eólica tinha preço corrente de 96,15 reais, ante 208 reais, no valor inicial.

No leilão A-4 de 2018, usinas solares dominaram a licitação, com preços finais de venda da energia caindo a até cerca de 117 reais/MWh. Logo, um recorde como valor mínimo para a tecnologia no país. No entanto, as eólicas viabilizaram apenas um projeto. Porém, com tarifa também em mínima histórica para a fonte, a 67 reais/MWh.

A queda nos valores de eólica e solar confirmou expectativas de especialistas. No caso da energia solar, novas tecnologias também têm permitido um recuo nas cotações.

Licitação A-4

A licitação, conhecida como A-4, começou às 10h e pretende viabilizar empreendimentos para operação a partir de 2023.

Conforme especialistas, a demanda deve ser baixa devido ao lento ritmo de retomada da economia brasileira. Ao passo que, o número de projetos cadastrados para a disputa mantém-se elevado.

Os vencedores da concorrência fecham a venda da produção futura às distribuidoras de energia locais, que atendem os consumidores finais.

As apostas no mercado são de uma contratação de cerca de 1 gigawatt em capacidade, volume movimentado no A-4 do ano passado, contra 51 gigawatts em empreendimentos aptos a participar. No ano passado, eram 48,7 gigawatts.

Além de usinas fotovoltaicas e eólicas, o leilão também é aberto para pequenas hidrelétricas e térmicas a biomassa. Porém, essas duas últimas fontes têm custos maiores e devem ver uma contratação menor, segundo analistas.

Empresas como as francesas EDF, Voltalia e a italiana Enel são vistas como fortes competidoras, uma vez que viabilizaram projetos em licitações recentes e possuem usinas prontas para essa próxima licitação.

A canadense Canadian Solar também é vista como uma das favoritas, por sua forte presença no setor solar do Brasil.

 

Conforme informações do Ambiente Energia.

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